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quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

Imitar voz de criança para falar com bebês beneficia desenvolvimento cerebral, indica estudo





Sensores são usados em estudo para investigar ondas cerebrais dos bebês.

Foto: Reprodução / BBC

Se você é um daqueles que criticam os mais velhos por imitarem a fala de uma criança ao conversar com bebês, um estudo pode ser a prova de que, na verdade, eles sempre estiveram certos.

Pesquisadores da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, conduzem uma pesquisa com bebês e suas mães para entender como funciona o desenvolvimento do cérebro das crianças.

Os cientistas já descobriram que eles aprendem melhor quando suas ondas cerebrais estão em sincronia com as dos pais. E mais que isso: quando a comunicação é feita por uma conversa com voz de criança ou por músicas infantis.

O estudo, que foi feito com o escaneamento dos cérebros dos bebês, também sugere que eles precisam se sentir seguros e amados para que as conexões no cérebro se formem propriamente, levando ao aprendizado efetivo.

Ganhando foco

Para um recém-nascido, o mundo é como diversas ondas de imagens e sons, uma sobrecarga de informações.

Mas com o tempo ele vai ganhando foco - os bebês logo aprendem a reconhecer rostos e vozes e, ao longo dos meses, aprendem a engatinhar, entender a língua e se comunicar com quem está ao redor.

Esse é um momento crucial em nossas vidas, quando conexões importantes começam a ser formadas no cérebro.

É para entender em detalhes como isso acontece é que os pesquisadores de Cambridge estão escaneando os cérebros dos bebês e de suas mães enquanto ambos estão interagindo e fazendo novas atividades.

As primeiras descobertas mostram que as crianças não aprendem tão bem quando suas ondas cerebrais e as da mãe estão fora de sintonia. Mas, quando ambos estão plenamente sincronizados, a assimilação de informação ocorre de maneira muito eficiente.

A pesquisadora Victoria Leong, que está liderando a pesquisa, afirma que o estudo tem mostrado que os bebês tendem a aprender melhor quando as mães se comunicam com eles usando uma voz bem calma e tranquila, que até imita um pouco o jeito dos próprios bebês - ela costuma chamar essa "língua" de "motherese" (linguagem de mãe, em uma tradução livre).

Ela também aponta que rimas musicais infantis também são uma forma efetiva de sincronizar o cérebro das mães com o dos bebês.

"Pode soar estranho para nós, mas os bebês realmente amam ouvir o 'motherese', até mais do que o estilo adulto normal de falar. Prende a atenção deles melhor e também soa mais claro. Então já sabemos que, quanto mais o bebê ouvir 'motherese', melhor será o desenvolvimento de sua linguagem", explicou.

Leong explica que a mesma máxima vale para os pais, avós e outras pessoas próximas - sempre que ouvem rimas infantis ou a chamada "voz de criança", eles conseguem se conectar melhor com o interlocutor.

A pesquisa, porém, é focada apenas na interação entre mães e filhos por enquanto.
"O cérebro do bebê está programado para responder ao 'motherese' e é por isso que essa é uma forma muito efetiva de ensiná-los sobre coisas novas", diz.

A equipe de Leong também descobriu que os bebês respondem melhor a interações quando elas são acompanhadas de um contato visual, no olhar, mais prolongado.

Mães que cantavam músicas infantis olhando diretamente nos olhos de seus bebês conseguiam a atenção deles de maneira significativamente melhor do que outras que desviavam um pouco o olhar, ainda que ocasionalmente.

Isso quer dizer que pais "multitarefas" deveriam ficar preocupados se, de vez em quando, dão uma olhada no celular enquanto estão cuidando de seus bebês?

"Não, nada disso", esclarece Leong. "A maioria dos pais faz um trabalho ótimo quando cuidam de seus filhos. O desenvolvimento do cérebro só será afetado em casos extremos de negligência ou falta de atenção."

O próximo passo é tentar entender o que acontece no cérebro desses bebês quando eles estão recebendo uma "atenção de qualidade".

"Meu trabalho é compreender os fundamentos neurológicos desses efeitos", diz a pesquisadora.

"Como o cérebro do bebê trata as interações sociais com sua mãe e como isso ajuda na aprendizagem?", exemplifica.

Aprendizado

O cérebro humano demora muitos anos para se desenvolver - afinal, há muito o que aprender.

Os bebês exploram formas diferentes de reconhecer o mundo - primeiro por meio de brincadeiras -, até que, de repente, uma conexão é formada e fortalecida no cérebro. É aí que podemos dizer que ele "aprendeu".

Mas de acordo com Kirstie Whitaker, pesquisadora do Departamento de Psiquiatria de Cambridge, algumas vezes essas conexões podem ocorrer rápido demais.

"Se os bebês têm experiências mais estressantes logo no início da vida, seus cérebros acabam se desenvolvendo de maneira muito rápida. E aí, em vez de desenvolverem as melhores conexões, eles ficam com essas instantâneas", diz.

"É, portanto, uma das razões pelas quais eu insistiria para que as pessoas criem um ambiente de apoio e cuidado para permitir que as crianças explorem e permaneçam nesse período de desenvolvimento do cérebro, que é particularmente curioso e flexível, pelo maior tempo possível."

A pesquisadora Leong acrescenta que o comportamento gerado pelo amor é essencial.

"Estimular a conversa, dar atenção e passar um tempo junto é muito bom para o aprendizado dos bebês."

Fisiculturista americana com câncer se torna inspiração na internet

LUCAS RESENDE
do PORTAL TRIÂNGULO, em ARAGUARI, (MG)

Ela compartilha como a quimioterapia a fez perder seus cabelos, e perder peso.

Foto: Reprodução / Instagram

Uma fisiculturista americana se tornou uma inspiração nas redes sociais. A americana Cheyann Shaw, de 24 anos, foi diagnosticada com uma forma rara de câncer de ovário. A jovem causou comoção nas redes sociais por postar fotos de seu novo tipo desde que foi diagnosticado com câncer.

A americana era conhecida por suas fotos postadas em treinamentos. Ela compartilha como a quimioterapia a fez perder seus cabelos, e perder peso.

"A parte mais difícil de tudo isto é o meu corpo mudar.
 Eu tenho um tempo difícil olhar para mim
mesmo no espelho,
mas estou aprendendo a me amar de novo e eu sei
que isso é apenas temporário. "
A americana seguiu postando as imagens nas redes sociais desde que foi diagnosticada com o câncer. Segundo ela, o câncer foi descoberto no estágio quatro. Em uma semana a jovem perdeu 10 quilos. A americana também relatou a sua perda muscular.

Internautas se comoveram após a jovem postar fotos de seu antes e depois da doença. A fisiculturista já perdeu mais de vinte quilos.

Cheyann esta otimista. "Isso é pequeno para mim.", disse ela nas redes sociais. "Eu perdi tudo. O câncer tem tomado muito de mim. O corpo que eu trabalhei tão duro para 2 anos para chegar, a capacidade de ter e levar o meu próprio filho, meu cabelo, e muito mais, mas uma coisa é certa é que o câncer não tenha tomado a minha luta e fé.", disse ela nas redes sociais.

"Eu nunca vou parar de lutar. Eu nunca vou perder minha fé. Eu nunca vou deixar a vitória do câncer.", disse. "Hoje foi um dia difícil para mim mentalmente, mas tudo bem. Eu sei que amanhã será muito melhor e eu sou grata por estar viva e ver outro dia.", disse.

"Esta é a batalha mais difícil que tem e sempre terá de enfrentar, mas eu sei que posso fazê-lo. A parte mais difícil de tudo isto é o meu corpo mudar. Eu tenho um tempo difícil olhar para mim mesmo no espelho, mas estou aprendendo a me amar de novo e eu sei que isso é apenas temporário. Assim que eu receber a luz clara de treino, eu estarei no ginásio batendo os pesos.", afirma a fisiculturista.

A história comoveu internautas pelo mundo. "Você está linda.", "Desejo muito amor e força.", são mensagens enviadas por internautas a jovem.

Ibuprofeno pode reduzir o risco de morte por câncer de pulmão em fumantes

LUCAS RESENDE
do PORTAL TRIÂNGULO, em ARAGUARI, (MG)

Os pesquisadores ressaltaram que parar de fumar e adotar um estilo de vida saudável continua sendo uma das melhores maneiras de reduzir o risco de câncer de pulmão.

Foto: Reprodução / Getty Images

O ibuprofeno é muito comum para inflamações e reduzir dores. Porém um novo estudo afirma que o medicamento pode ser benéfico para reduzir o risco de morte por câncer de pulmão em fumantes.

Nos Estados Unidos, o câncer de pulmão é um dos mais comuns tipos de câncer. Segundo o estudo, o ibuprofeno diminui a probabilidade de fumantes morrerem de câncer de pulmão. Os pesquisadores ressaltaram que parar de fumar e adotar um estilo de vida saudável continua sendo uma das melhores maneiras de reduzir o risco de câncer de pulmão.

"Estes resultados sugerem que o uso regular de certos medicamentos pode ser benéficos para os subgrupos de alto risco dos fumantes como uma estratégia de prevenção do câncer do pulmão.", finaliza o pesquisador.

No entanto, especialistas ainda recomendam novos estudos para comprovar os resultados.

Cientistas descobrem por que homens não tem ossos no pênis

ANA PAULA PIZARRO
do PORTAL TRIÂNGULO, em ARAGUARI, (MG)

De acordo com pesquisadores, mais longos ossos de pênis também foram vistos em espécies com reprodução sazonal e sistemas de acasalamento polígamo, que os seres humanos geralmente não têm.

Foto: Reprodução / Reuters

Você sabia que chimpanzés, ursos e a maioria dos outros mamíferos tem um osso em seus pênis. Cientistas afirmam ter descoberto o motivo que os homens não tem osso em seus pênis. Segundo a pesquisa, o osso do pênis evoluiu pela primeira vez em mamíferos em torno de 145 e 95 milhões de anos atrás.

A autora do estudo Matilda Brindle, da University College London, na Inglaterra, afirma que uma das razões pelas quais os seres humanos tinham perdido o seu osso do pênis era por não ter relações sexuais durante tempo suficiente para precisar de um.

"Os antepassados ​​comuns de ambos os primatas e carnívoros teve um báculo", disse ela. "Os seres humanos são bastante estranhos, como somos um dos poucos primatas que não têm um.", afirma a pesquisadora. 

De acordo com pesquisadores, mais longos ossos de pênis também foram vistos em espécies com reprodução sazonal e sistemas de acasalamento polígamo, que os seres humanos geralmente não têm.

"Sistemas de acasalamento Polygamous são onde vários homens e várias fêmeas, todos os acasalar com outro, como em chimpanzés.", explica a pesquisadora. "Enquanto o acasalamento poligâmico tem lugar entre os seres humanos, não é comum o suficiente para exigir a retenção do osso do pênis.", acrescenta a pesquisadora.

Segundo os pesquisadores, outras razões para a falta de osso no pênis é que o sistema de reprodução humana ocorre durante todo o ano e é menos competitivo do que o de outros animais.

Os pesquisadores explicam que chimpanzés só têm relações sexuais por cerca de sete segundos de cada vez, possuem uma pequena baculum, pequeno osso, sugerindo que pode haver pressão evolutiva entre macacos de perder o osso do pênis.

Os macacos têm um polígamo sistema de acasalamento em que a fêmea vai acasalar com vários machos de um dia, quando ela está no cio.

Segundo a pesquisa, testículos de chimpanzés machos são muito grandes - aproximadamente o mesmo tamanho como o seu cérebro -, porque eles produzem uma grande quantidade de esperma para acasalar com várias fêmeas.

"Em humanos testículos são um pouco menores, o que indica que não temos uma forte seleção tão para machos acasalamento com várias mulheres ao mesmo tempo.", explica a pesquisadora.

"Isso é provavelmente a coisa que finalmente se livrou do nosso báculo, que temos sistemas de acasalamento mais monogâmicos.", finaliza.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Náuseas em mulheres: As cinco razões por trás das náuseas

HELENA LIMA
do PORTAL TRIÂNGULO, em BELO HORIZONTE, (MG)

As náuseas em mulheres podem indicar
em problemas sérios de saúde, como
o câncer de pâncreas.

Foto: Getty Images
Por trás das náuseas nem sempre esta a gravidez. As náuseas em mulheres podem indicar em problemas sérios de saúde, como o câncer de pâncreas. Veja o que pode estar por trás das náuseas em mulheres.

Enxaqueca: As náuseas podem ser sinal de enxaqueca. Especialistas não sabem explicar sobre o assunto. Especialistas consultados revelam ainda que 'não sabem as causas da enxaqueca'. 

Congestão Pélvica: Dor no abdômen e náuseas podem ser sinal de Sindrome de Congestão Pélvica. De acordo com especialistas, a Sindrome de Congestão Pélvica é causada por insuficiência venosa da pélvis. 

Estresse: Você sabia? Cérebro e intestino são ligados.  Para qualquer emoção de ter um grande impacto em sua mente, de modo que você terá em seu estômago. O estresse pode contribuir para gastrite e náuseas. 

Pedras: Náuseas e vômitos são dois principais sintomas de pedras. Segundo especialistas, um dos sintomas é a dor no quadrante superior direito e febre. Náuseas, vômitos, fezes quase pretas são sintomas de úlcera, ou hemorragia gastrointestinal.

Comprimidos: Qualquer medicamento pode ter efeitos colaterais, incluindo a náusea. Especialistas recomendam consumir essas drogas após a alimentação. 

Gravidez: Náuseas pode ser sinal de gravidez. Uma mulher com náuseas pode estar em sua quarta ou oitava semana de gestação. 

Evite as Náuseas

- Uma boa dieta
- Evitar bebidas alcoólicas
- Evitar o fumo
- Evitar alimentos condimentados 

Raspar ou depilar pelos pubianos aumenta riscos de doenças sexualmente transmissíveis, indica estudo





Médicos também argumentam que as pessoas que fazem estes procedimentos estéticos tendem a ter uma vida sexual mais ativa.

Foto: Reprodução / BBC 

Uma pesquisa americana sugere que mulheres e homens que aparam, raspam ou depilam totalmente os pelos pubianos têm maior risco de contrair doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) do que pessoas que não o fazem regularmente.

O estudo da Universidade da Califórnia, em São Francisco, sugere que pequenos ferimentos na pele causados pela retirada dos pelos podem facilitar a ocorrência de infecções.

Médicos também argumentam que as pessoas que fazem estes procedimentos estéticos tendem a ter uma vida sexual mais ativa.

A pesquisa foi feita com mais de 7,5 mil americanos adultos e publicada na revista médica Sexually Transmitted Infections.

Comportamento de risco?

O relatório afirma que as duas explicações mais prováveis para a ligação entre depilar, raspar ou aparar os pelos pubianos e a incidência mais alta de DSTs eram os cortes minúsculos na pele e o fato de que, segundo os pesquisadores, pessoas que depilam ou aparam os pelos pubianos têm uma chance maior de apresentar um comportamento sexual de risco, com mais parceiros sexuais.

A pesquisa afirmou que, entre os pesquisados americanos, o barbeador elétrico era a ferramenta mais comum para aparar os pelos pubianos entre os homens. Já a lâmina manual era a ferramenta predileta das americanas.

Cerca de um em cada cinco homens e mulheres usou tesouras.

Os pesquisadores afirmaram ainda que os médicos deveriam aconselhar os pacientes a diminuir a frequência com que depilam, raspam ou aparam os pelos pubianos ou adiar as relações sexuais logo depois dos procedimentos estéticos, esperando até que a pele da região genital tenha se curado totalmente.

Quase três quartos dos pesquisados disseram que já tinham cuidado dos pelos pubianos antes: 84% das mulheres e 66% dos homens afirmaram que já tinham depilado, aparado ou raspado os pelos.

Entre estes, 17% declararam ser adeptos da técnica mais "extrema", depilando todos os pelos ao menos uma vez por mês. Outros 22% afirmaram fazer com muita frequência, diariamente ou uma vez por semana.

HPV

Na pesquisa, qualquer tipo de procedimento estético em relação aos pelos pubianos estava ligado a um aumento no risco de contrair uma DST. E este risco aumentava junto com a frequência e o tipo de procedimento - ou seja, quanto mais extrema fosse a retirada dos pelos.

Aqueles com os hábitos mais extremos de retirada dos pelos tinham uma chance entre três e quatro vezes maior de contrair uma DST, principalmente infecções que são transmitidas através do contato com a pele, como herpes e HPV.

Mas nem tudo é notícia ruim: as pessoas que aparam, raspam ou depilam os pelos pubianos estavam mais protegidas contra o chato, um tipo de piolho que atinge a região pubiana - uma infestação conhecida como pediculose pubiana.

"Se os cuidados com os pelos pubianos protegem contra a pediculose pubiana, então os indivíduos que correm o risco de contrair estes piolhos devem ser aconselhados a remover os pelos", afirmou o relatório.